domingo, 4 de outubro de 2009

Em manutenção + Selo + Alguns Endereços





Hoje o "Incendiário" entrará em "obras". Farei algumas mudanças de layout, temática e sessões. Apagarei alguns textos ou imagens que fujam da nova temática, e também deixarei de seguir e acompanhar o trabalho de algumas pessoas e outras acompanharei ainda mais! Peço apenas paciência com a ausência, que pode ser muita, ou não.

PS1.: Eu não faço os memês e nem a brincadeiras dos selos que recebo, e também não costumo passar a diante os presentes, não por descaso, mas por gostar tanto dos blogs que acompanho eu não saberia escolher alguns! Então antes da mudança geral do meu blog, eu quero oferecer o Selo Incendiário a todos que estão aí do lado, na minha lista de Blogs! Eu os leio, admiro e ofereço para estes os meus singelos versos! Podem pegar a imagem aqui em baixo, e adoraria que pudesse colocar em seus cantinhos como um presente meu!



PS2.: Para aqueles que tem preguiça de visitar todos os indicados da minha longa lista ao lado, eu peguei alguns blogs como referência de trabalho, e que vale dar uma passada para conhecer! Aí vaí:



Ps3.: Lembrem-se de não dirigir depois de beber, usar cinto de segurança, usar camisinha e ser feliz!

Até mais!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Qual cena da sua vida você viveria novamente?



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sobre meninos e lobos



Hoje tropeçava em meus pensamentos quando resolvi mandar uma mensagem de celular para uma pessoa especial, e ela respondeu via Msn: "A paixao afasta as pessoas de Deus".

... Será?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Signs

sábado, 5 de setembro de 2009

Pedaços de mim

I
São oitenta e uma bocas entre a porta que passei e o fim do vagão, nenhuma delas falava comigo. A cada estação uma equação frenética acontecia, pessoas entravam de um lado e saiam pelo outro, multiplicando, somando e subtraindo o número de bocas. Eu tentava conhecer algumas histórias pelas roupas que vestiam, criava personagens com profissões, sonhos, medos romances, e quando aquela criação abandonava o vagão, era como se ele fosse viver a vida que lhe desenhei. Inerte, concentrado. Chupava cada cena ao redor com as retinas. Sentia-me só, mesmo cercado pelas minhas personagens. Mau conseguia notar que, para outros ali, eu também era uma história recém criada, elaborada para matar a solidão.

II
O Sol ameaçava a minha visão, eu não conseguia ver além, era um brilho forte e só. E serviu de impulso para a minha mente se libertar do corpo e voar pelos céus, de forma tão plena, que nunca mais retornou.

III
Não eram lágrimas comuns, era como se a alma despejasse pelos olhos. Nunca havia a visto tão nua como naquele momento, sem armas, sem (pré)conceitos, sem muralhas. Era só uma menina pedindo colo.

IV
Suor, suspiro, gemido. Seios, lábios; pescoço, língua; orelhas, gemidos. Caricias, ritmo, pele, suor, suspiro, gemido. Música, prazer, alpinismo, fôlego, falta de fôlego. Suor, suspiro, gemido.

V
Morreu. O sangue percorria as veias, o coração pulsava , o corpo estava intacto, mas morto estava: Parou de sonhar.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cotidiano - A volta às aulas e o amor de mãe

- Mãe, você me ama?
- Não.
- Poxa mãe... Diz que me ama...
- Não...
- Por quê não?
- Não.
- Hmmm, eu te amo!
- Pena que a verdade não é recíproca...
- Mãae!
- Deixa eu terminar de lavar essa louça em paz...


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- ... Por isso que agora na escola teremos copos descartaveis para bebermos água...
- Mas professora, nós aprendemos que o processo de fabricação do copo plástico é muito destrutivo para o meio ambiente. Não seria o caso de conversarmos com os professores e os alunos etentar achar uma saída? Por exemplo, podemos cada um trazer a sua caneca de casa!
- Ahhhh, para com isso! Os alunos nunca se interessam por nada, nunca trazem nada e muito menos participam de nada, você acha que eu vou ficar me desgastando! Vê se alguém na sala trouxe a sua canequinha hoje? Para com isso!
- É professora, mas antes não tinhamos a informação que a escola vai usar copos descartaveis a torto e à direita! ... Legal a forma como a senhora dúvida dos seus alunos, que teóricamente você deveria instruir! ...
- A realidade é diferente!

(Silêncio)

- Sabe professora, se um dia eu tiver o prazer de dar aulas vai ser aqui...
- ...Venha que eu vou adorar! Aí você vai ver como a realidade de fato é!...
- Virei, mas pra mostrar que a senhora está errada! A educação não é assim, nós jovens não somos assim. Faço o que posso por enquanto, mas eu vou voltar. Prometo!


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- Mãeeeee...
- Quê é?
- Nada não, só queria te ouvir!
- Você grita da sala, só pra ouvir minha voz?
- É que eu te amo!
- Cê tá carente, é?
- Nãaaaao mãe!
- Sei, sei. Me deixa vai...


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- Senta aí Lucas...
- Tá.. Mas a mesa num tá bamba? Se agente sentar ela vai cair...
- Caí nada...
- Beleza!

(Os dois sentam na mesa bamba)

- Então, como eu te disse...

!!!!!Tibum!!!!!


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- Manhêeeeeeeee!
- Hm?
- Vou dormir...
- Tchau..

(Fecho a porta, deito na cama e em poucos instantes cochilo... Minutos depois sinto um forte beijo na buchecha...)

- Eu te amo muito meu filho...


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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Irradiar os olhos. Queimar as retinas. Desfrutando dos males d'alma: Pensamentos.


Foto de Damiso Faustino

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Utilidade Pública

Lei Maria da Penha, que combate a violência doméstica contra a mulher, sofre ameaça de alteração

Uma das maiores conquistas do movimento feminista brasileiro está ameaçada. A Lei Maria da Penha (LMP) N.º 11.340, aprovada em 2006 para fortalecer o combate à violência doméstica contra a mulher, além dos muitosdesafios que enfrenta para sua implementação, sofre agora a possibilidade de alteração de pontos fundamentais na proteção de suas vítimas.

Atualmente, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) diversos processos com pedidos de liminar contra essa Lei que, se aprovados, modificarão - para pior - alguns de seus pontos fundamentais. A CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço apóia esta causa e pede a adesão de toda a sociedade brasileira contra a reformulação da Lei Maria da Penha. Assine e divulgue a petição on line criada por iniciativa da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) que será encaminhada, em agosto, ao STF e ao Congresso Nacional. Uma vida sem violência é direito de todas as mulheres!

Para acessar a lista de assinaturas clique: http://gopetition.com/online/28830.html


"Nota escrita por: http://www.abong.org.br/final/noticia.php?faq=19891"

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Já faz tempo


O sol esquentava nossos corpos e refletia de tal forma em teus olhos, que eu chegava a perder a visão por breves momentos.
Mas as chuvas torrenciais vieram e inundaram a distância entre o meu mundo e o teu. Chão, corpo e alma lavada... As chuvas de começo de outono não perdoaram nada. Os fins de tardes mais lindos do ano se anunciavam e nos davam espetáculos fantásticos de crepúsculos inimagináveis, nos quais eu avistava só.
Os ventos fortes vieram, e com ele as saudades inevitáveis, e de tão grande que eram chegavam a ser dor física. Os vendavais levaram as folhas mortas no chão, e deu espaço para as árvores nuas e ao verde das folhas que sobreviveram.
Céu acinzentado, tintas brancas e pretas diluídas no ar, e num contraste surreal, as únicas flores que vi florescer nesta estação. Não possuíam pétalas, nem formas arredondadas, mas o seu vermelho lembrou os dias em que o único vermelho que eu veria era o dos teus lábios.
Depois de um longo inverno nada sobrevive, e tudo nasce novamente. Outro ciclo. E as flores vermelhas, as únicas que dançaram com o frio no malevolente inverno, darão lugar à flores arredondadas, belas e cheias de formas, que surgirão com a linda primavera. Mas ainda assim lembrarei delas. Ainda sim lembrarei de você.

sábado, 18 de julho de 2009

Encontros e despedidas

Aos treze anos eu era apaixonado por teatro, ia todos os dias para as aulas de teatro na escola, procurava grupos pra ensaiar e vivia encenando por onde eu passasse, por amor aquilo que tanto gostava. Eu seria ator. Mas todos os sonhos chegam a um fim, seja fim por estarem sendo realizados, ou por desistência de quem os sonhou. Amo os meus pais, mas eles não me apoiaram, muito pelo contrário, minaram minhas tentativas, na visão deles ser ator não é bom. Não segui adiante.

Aos quinze eu bati o pé e idealizei um grêmio na minha escola. Juntei-me com todos que conhecia, nos três períodos da escola, movimentamos muitas pessoas, mais da metade da escola se sentia parte daquele grupo. Perto das eleições o então coordenador da escola disse "Não vou deixar vocês assumirem o grêmio da escola, não estão preparados, vou dar o grêmio pra antiga chapa, eles já estão aí a quatro anos, vão ter mais responsabilidade", e começou a atacar diretamente cada um dos membros da equipe, e minou todas as tentativas de um possível grêmio.

Aos dezessete eu trabalhava num programa que eu ajudei a criar, com pessoas que tenho muito carinho. Ajudava a mediar um grupo em São Paulo que movimenta uma das maiores Revistas do Brasil na temática Social. Mas tive que ir, e terei. A necessidade de ter que trabalhar, receber mais dinheiro, para ter que viver este sonho depois, dói. Mas o mundo é feito de mudanças, desistências e dormências de alguns desejos, para que mais pra frente eles possam se realizar, ou não. O mundo é feito de sonhos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Antes de morrer? Hmmmm..

Bem, estava eu sentado, como quem não quer nada, num domingo tedioso, logo pela tarde, quando meu irmão se aproxima, senta do meu lado e pergunta para mim o que eu gostaria de dizer e para quem eu diria alguma coisa antes de morrer, não mensagens de adeus, mas segredos, comentários e vontades. Respondi para meu irmão com um sorriso, ele se contentou e foi embora. Mas a pergunta ficou, e pensei e pensei, e aqui despejei:

Doutora Andréa
- Juro que comecei o regime, mas sei lá, não quis continuar por mim e nem por ninguém. Meu espírito num tava forte, sabe? Juro que vou pensar com mais carinho, rs.

Vivian
- Fui um bobócossauro por não ir no seu casório. Quem perdeu fui eu, sei disso. Mas não canso de dizer, você será muito feliz!

Dona Maria da padaria
- Eu acho um absurdo a senhora cobrar R$1 por cada sonho horrível daquele, são pesadelos aquilo!

Professora de Geografia
- Benhê, num tá na hora de se aposentar, não? Eu te ajudo com a papelada!

Fernando
- Cara, eu fuço no seu orkut com a sua senha!

Camila
- Ainda penso em você.

Mãe
- Eu te amo, mas não gosto do seu feijão, desculpa... Falei!

Lula
- Patrão, tirei o titulo de eleitor no sonho de votar em tu. Mas num é que já deu o limite de mandatos consecutivos teus!? Espero mais alguns quatro, oito, doze anos. Cê espera?

Eric, Lira e Maria
- Rá!!!

Santos Dummond
- Velho, acredito em você. Cê quem é o patrono da aviação do mundo, não aqueles irmãos bêbados e xaropes!

Pai
- Seu feijão é bão demais!


E você, o que diria e pra quem diria?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Coisas que eu sei..

Meu celular desperta às seis, independentemente se essa será a hora que vou acordar, eu preciso estar acordado esta hora para programar o longo do meu dia em poucos minutos, mesmo com sono.
Quando levanto-me deparo com meu quarto desarrumado, eu gosto dele assim, só eu sei mexer na minha confusão. Facilita e muito quando seu mundo está fechado.
Pelo dia vou desenhando com meu lápis imaginário palavras loucas e soltas por toda a casa, e crio histórias, avenidas, casas e carros... Até vidas. Depois de um tempo já nem me lembro o que criei.
Ninguém me liga para perguntar como estou, mas mesmo assim eu corro até o telefone na esperança do mesmo tocar só para ouvir uma voz qualquer perguntar se estou bem.
O medo é tênue às ideias loucas, e nessa linha que os separa eu ando me equilibrando.
Minha casa é castelo, meu pai é rei, minha mãe é rainha, meu irmão é pebleu, meu cachorro é um coelho e eu sou um velho mago que tem passe livre para entrar e sair desse meu mundo imaginário.
A noite é mais escura perto do amanhecer, mas é mais clara ao raiar do dia.
Eu quero ficar perto do que eu acho certo, até mudar de opinião.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Duvidar (me) de quem não tem juízo

O que será de mim
Quando dobrar a esquina,
Ficar a mingua,
Enlouquecer as retinas,
E quebrar as rotinas?

O que será de mim
quando eu dançar
E rodopiar
Durante toda longa noite,
E depois de muito suar,
Ainda te amar?

O que será de mim
Quando eu parar de perguntar,
E parar de sonhar,
E não mais me encontrar,
E deixar de caminhar?

O que será, será...
E a mingua dançará,
E rodopiará
Na esquina,
Logo depois de te amar
E de muito suar.
E para então
Parar de perguntar
O que viveu além do mar,
Que enlouqueceu as retinas
E quebrou as rotinas,
Durante toda longa noite
Naquela esquina,
Eu direi, e só para você,
Que já não sou mais quem você viu chegar.

E onde o menino parou de sonhar?
Será que foi no caminho ou no caminhar?
Será que foi na vida aqui ou além do mar?
Só sei que sonhou e deixou uma semente
De que ainda sonhará e mais uma vez tentará amar.

domingo, 28 de junho de 2009

Caixa de Pandora

O garoto estava sentado, ali no canto, sem pronunciar uma palavra se quer durante horas. Uma grande amiga se aproximou e perguntou:

- Como você está?

A resposta veio de imediato, como um relâmpago sobre os campos de edifícios das cidades:

- Não estou. Muito menos sou. Hoje simplesmente não consigo me apalpar, me sentir, me tocar. Etéreo demais até para mim.
Não consigo ver além dessa mágoa que está dentro de mim, não consigo imaginar muito além dessa destruição dos meus sonhos, que venho planejando arduamente nestas horas em silêncio. É como se eu tivesse beijado a Ira e transado com a Inveja, e deste laço tivesse nascido o Medo e a Solidão.
Minha mente trabalha atualmente num ritmo caótico. Minhas ideias não fluem ordenadamente como um rio e sim em desordem e num fluxo assustador, tal qual uma cachoeira.
Não quero machucar os outros, mas meu corpo age por vontade própria hoje. Não quero me machucar, mas acho que já é um pouco tarde para não querer fazê-lo.
Preciso vagarosamente sumir do mundo e aparecer para mim. É como se eu não me reconhecesse.

- Eu me contentava com um "Estou mais ou menos", rs.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Noites Longas

Colori estrelas num Céu escuro, para iluminar meus pensamentos, agora com eles bem iluminados, procuro urgentemente a borracha para apaga-los. E pela noite, antes de dormir, tudo fica cada vez pior, pois são pensamentos demais que se deitam junto comigo.
Meu quarto escuro e silencioso, ao mesmo tempo que é seguro, me amedronta. O vidro da janela embaçado, a meia luz do abajour ilumina apenas os meus poucos livros, e eu deitado na cama cubro a cabeça com o travesseiro, para não ouvir os meus pensamentos por inteiro. Noites longas, sonhos em conflito e segredos de liquidificador escorrendo em vão.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Periprécias na Internet

Lembram daquele aluno que testou a professora de Geografia um dia destes ? Pois bem, este mesmo têm mais histórias pra dividir conosco.

Certo dia ele estava na internet, passeando por sites e lendo coisas. Então jogou no Google a data de aniversário dele, e apareceu um link da Wikipédia, uma enciclopédia on line livre, ele clicou no link e no novo endereço apareceu todas as pessoas importantes que haviam nascido naquele dia.

Ele sorriu e teve uma ideia: Colocou na data de nascimento dele uma descrição de quem ele é, e que ele nasceu naquele dia. Diz ele que fez isso no intuito de também ficar registrado, pois ele também se sentia importante para as pessoas que viviam ao seu redor. E que teria o maior orgulho de mostrar à elas que ele estava registrado. E acima de tudo... ele existia, e que mesmo que não tivesse feito grandes coisas, ele ainda poderia fazê-las. A criança feliz no outro dia chama a família para ver o novo tópico na Wikipédia, e no lugar apareceu:



"Caro editor: por favor, não apague conteúdo válido, não faça propaganda, não insira textos sem sentido ou informações que sabe serem erradas e não use palavras ofensivas, como fez na página "Luciano de Sálua (Luciano Fernandes de Souza)", pois isso pode ser considerado vandalismo. Se quiser experimentar o software da Wikipédia pode fazê-lo na página de testes, à vontade."


Pois é, se não bastasse as ótimas aulas de Geografia agora ele sofre com acusações de vandalismo feitas pela Wikipédia, que péssimo elemento este meu amigo!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Que ótima professora, não?

Avaliação de Geografia, valendo dois pontos na média. O tema: Povos Índigenas.
O aluno, muito do espertalhão, resolve testar a professora...

Questão 1
Em quais regiões brasileiras há presença de terras indigenas?

Resposta: No Brasil podemos perceber como as regiões tribais não se comunicam em sua migração, tal qual países nórdicos, porém é importante notar que parte da região sob o trópico de capricórnio é populacionado por povos sunitas.

Questão 2
Em sua opnião, por quê a maioria das terras demarcadas se encontram nessas regiões? Justifique sua resposta.

Resposta: Grande parte do território do ângulo do triângulo mineiro é habitado por povos deste nincho, pois este território possui uma grande proximidade com a África, quando lembramos da pangéia, logo, vivenciando esta proximidade chegamos a conclusão dita.

Na hora a professora lê e dá parabéns para o aluno. No rodapé da prova ainda uma nota: "A avaliação pedia dois pontos, mas fui obrigada a dar três para este trabalho. Continue assim!"

Dessa vez eu passo de ano ;-D

domingo, 14 de junho de 2009

Cotidiano - Especial Dia dos Namorados 2ª Parte: Atendimento Personalizado

- Luciano... Telefone pra você!
- Já vou mãe... Mas quem é?
- De uma floricultura...

- Alô
- Boa dia! É o senhor Luciano de Sálua?
- Hmm, ele mesmo..
- Eu sou a Maria da floricultura Flor do Dia, tudo bem?
- Tudo...
- Eu estou ligando para confirmar o pedido de hoje e dessa semana.
- Que pedido?
- O Senhor fez um reserva de flores para o dia de hoje e pediu para entregar no endereço (x), com champagne e cartão. E para a semana inteira o senhor fez reservas.
- Hmmmm. Ah, tá! Lembrei!
- Posso confirmar?
- Hmm, não.
- Por qual motivo senhor Luciano? Agente pode estar fazendo um desconto.
- Não é isso, rs. Por medo de esquecer fiz estas reservas com antecedência e também pra me controlar com o dinheiro para poder pagar, mas... rs, não tenho mais para quem dar os presentes, estou solteiro.
- Ah... Hmm... Olha... Isso é normal, infelizmente algumas pessoas são passageiras em nossas vidas. Mas é esse vai-e-vem da vida que dá graça a tudo. Outras pessoas virão! O melhor remédio é o tempo!
- Hmm, tá, rsrs.
- E o senhor não se esqueça de nós, sempre poderá usufruir dos nossos serviços...
- Hehehe, valeu.
- Floricultura Flor do Dia agradece, tenha um bom dia.
- Pro'cê também...

- Quem era?
- Só a psicóloga...
- Não sabia que você ia à psicóloga!
- Nem eu... Nem eu...

sábado, 13 de junho de 2009

Noites em claro

"...Minha mão desce pela sua e a tua desliza meu pescoço, sua pele queima a minha, e o frio que me arrepia a espinha vem da sua boca, suas pernas entrelaçam as minhas, suas coxas roçam meu corpo, teu olhar cerrado penetra meu íntimo, e eu penetro o teu infinito particular. Devaneios, vilarejos e carnavais, tudo construído entre um beijo sorrateiro, que leve e nostálgico me leva a teus seios, abdomem, umbigo e coxas. Suas unhas arranham minhas costas, minha barba desliza e arranha sua pele, seu corpo esquenta mais, o ar se torna rarefeito. Teus dentes mordiscam meu corpo e minha'lma. Minhas mãos escorregam e encontram a cama e os lençóis, que subitamente são apertados com toda força que me mantém. Meus gemidos, seus gritos, nossos clamores. Suor. Corados, acalorados e suados não paramos. O fôlego falta para um, o outro se alimenta do ar alheio. Beijo, beijo, carícia, beijo, suor, malemolência, quadris. Amor. Os vidros embaçados, os lençóis amarrotados, suas roupas por cima dos meus móveis acompanham as minhas. E o teu corpo pleno e nu só pro meu prazer. E o meu prazer é te dar prazer. Elo singelo, construído entre nossos anseios, mantidos aquém de devaneios e suprido entre nossos desejos..."

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Guinaldinho* pergunta - Chaves* responde

Guinaldinho - Dizer que 'é mais feliz na favela que num palácio italiano' é de uma idiotice sem par. Além dos sociólogos de esquerda, mais alguém acha possível que as pessoas se sintam bem morando na favela?

Chaves - Isso, isso, isso é o amor! ...



*Aguinaldo Silva, autor de novelas, comentando as declarações do jogador Adriano, que trocou Milão pela favela da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro.

*Chaves, menino de rua, morador de um cortiço, respondendo através de música à pergunta de Aguinaldo Silva.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Insustentável peso do ser



A dualidade, por força de sua perspectiva unitária de Ser, surgem da presença e da ausência de uma entidade. Neste sentido, o frio é apenas a ausência de calor, o não-calor. As trevas são a ausência de luz, a não-luz. Para Parmênides, entretanto, ao contrário do que o pensamento lógico-formal com o qual estamos habituados nos faria supor, a problemática da dualidade leveza/peso revela o peso como ausência, como não-leveza. Logo, a falta de, também faz parte. Ou seja, tudo pode ser "a" e também o seu contrário.

Dentro de nós reza o mesmo conceito. Todas as nossas caracteristicas e suas polaridades estão presentes dentro de nossos corpos. Nós podemos ser o que queremos e seus revés também. Ninguém é só sorriso, ou a falta dele. Ninguém é só a inveja, ou o contrário dela. Ninguém é só algo. O problema está em insistir justamente o contrário.

Mentir para os outros às vezes é compreensivel, mentir para si mesmo nunca será.

Cotidiano - Especial do dia dos namorados

- Não sei o que dou pro meu namorado de presente na sexta, o que você acha Lu?
- Sara... Dia dos namorados, tal qual dia das mães, dia dos pais e natal, é nada mais e nada menos do que uma forma de arrecadar dinheiro de uma parcela gigante da população que está viciada em consumismo ... Sete minutos depois ... É uma forma mais elegante de se permitir que se gaste tudo o que se tenha, coisa que nos outros dias não é permitido por causa da forte vigilância da conciência.
- Hmm, tá! Mas o que eu dou pra ele de dia dos namorados?
- Ainda não percebeu que eu não sei?
- Aff!

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- Oi amor!
- Oi...
- O que você está fazendo?
- Falando com você...
- Tô com saudade de você!
- Eu também...
- Você também tá com saudade de você?
- Não, de você..
- E como foi seu dia?
- Ainda não sei, não terminou.
- Ah, o meu foi ótimo!
- Hmmm...
- Bem, hora de trabalhar! Te amo!
- Também..
- Ah.. Desliga você..!Não consigo desligar!
- Não, desliga você...
- Não! Desliga você!
- Tá bom! Tu-tu-tu-tu-tu-tu...

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- Mentira! Cê não me ama!
- Amo, amo e amo..
- Prova!
- Não provo!
- Então você não me ama!
- Bem, já que que estamos abordando este assunto... Realmente não te amo! Era só um sexo casual, e acabou sendo de eu namorar com você por quê o resto era bom. No mais, pensei em terminar com você, mas na hora não tinha coragem, fica sozinho é ruim pacas, então fiquei em silêncio! Mas ainda bem que você comentou! Ufa! Me sinto bem aliviado em dizer... ... ...Onde vamos jantar hoje?

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- Aha! Já sei o que pode dar pro seu namorado Sara! Chocolate!
- Clichê!
- Porta retrato!
- Clichê!
- Roupa!
- Clichêzão!
- Ahh o amor é clichê! Que coisa...
- Eh isso!
- Isso o quê?
- Num sei, disse pra vê se atraía alguma ideia...
- Hmm, não deu certo...
- É... Acho que sim.

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ventania

O vento soprou e esparramou as minhas cores por todo o lugar. Estava eu derramado e espalhado por todos os lados, como uma gota de tinta que cai no papel branco eu colori e manchei a pura realidade ao meu redor.
Confusão, plenitude e liberdade. Todas as sensações que eu procurava me tomaram e me embalaram. Nem por isso eu sorri. Nem por isso fui feliz.
Agora estou eu, dissipado ao vento, esperando outro sopro da natureza me recolher ao meu lugar, mas até lá continuo fragmentado, derramando o meu perfume na rosa dos ventos, apaixonado por este breve e magnifico movimento. Esperando acontecer, pois assim como estou sou incapaz de fazê-lo.


"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite." (Clarice Linspector)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aliteração

Não consigo dormir, não sei se o quero, mas não o consigo. Não consigo falar muito, há um limite de caracteres imperando em meu sistema vocativo. Estou apreensivo, estou cedento e dependente de uma sensação passageira que dorme sob a cama que se tornou o meu presente.
Há um dicionário folheado e rabiscado em cima da minha cama, fotos pelo chão, livros por cima dos móveis e pensamentos vãos vagando por todos os lados.
Escuto os meus passos, ligeiros e curtos, no chão frio da minha casa. A janela me mostra um céu limpo de estrelas pequenas. Os espelhos estão embaçados e as portas fechadas. Na mesa da cozinha dezenas de cartas não entregues, e no meu corpo um suor com gosto de pesar.
Fui pesado, julgado e acusado. Estou preso, pagando por alguns crimes. Com sede de liberdade e libertinagem, com sede de ir e não mais voltar.
Intenso demais até para mim, hoje me sinto insuportavel. Hoje não me sinto, naõ me apalpo, não sei, não sou, não soul.
E quando brinco de repitir é por quê em questão de aliteração eu entendo. Afinal, não sou nada mais do que sou, uma cópia prcisa de gestos e falas alheias misturadas com um perfume peculiar produzido pelos meus pais em meu país. Logo, volto a dizer que já não tenho muito o que falar, as coisas se repetem, só não as pessoas. Só não eu.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Direcionando (me)

Pra iluminar o vão do pensamento uma estrela vã no firmamento.
E o meu perfume na rosa dos ventos para seduzir o seu sentimento, pois é no seu prumo que eu me oriento.

(Re)Desenhando (me)

Sou paixão, sou razão, sou manifestação. Aprendiz de matadores de orgulhos, aluno das letras. Apaixonado, varrente da lua, filho do Céu, marido d'Água. Viajante do vento. Metido. Grosseiro polido. Voluvel congressita da mesa da solidão. Apostador da roda da fortuna. Vivente. Estrela cadente. Menino sorridente. Aliteração, hipérbole e pleonasmo. Eu sou Luciano, filho de Maria e de outro Luciano. Vento, sentimento... Lento. Eu. Seu. Sou. Soul. Sal. Céu.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para poder ficar triste em paz

Pequeno menino, grandes sonhos. Pequena vida, grandes tristezas. Pequeno olhar, grandes conquistas. Pequeno coração, grandes alegrias. Pequenos passos, grandes caminhos. E tudo que era pequeno se fez grande, e o que era grande sumiu. E tudo o que era, na verdade, simplesmente estava, e não esta mais. Todos podem rir e chorar, agora quando é você que coloca o rosto sobre o travesseiro e se arrepende de muito, é inconcebível. Todos podem, você não. É alto astral demais, é gentil demais, ou não. E por causa disso e de muito mais, você não pode, e nem deve lacrimejar. Vão dizer as mesmas cousas, que ninguém merece sofrer e merecem o nossoo sofrimento e que gostam demais de você para lhe ver triste, mas esquecem, que a tristeza e as lágrimas são fundamentais para poder se valorizar a felicidade e a alegria. Para quem quer que paremos de chorar, faço um pedido: Não impeça as lágrimas, diga que está ali, e somente. E se for aceito, dê o ombro, o abraço e o braço, seja o porto seguro, se não, não leve a mau/mal, deixe chorar só. Todos somos continentes, não vivemos só. Mas nenhum continente deixou de ser ilha, precisamos de momentos conosco, e só. Precisamos chorar ou nos entristecer.

domingo, 31 de maio de 2009

E eu... Não vou nada bem...

sábado, 30 de maio de 2009

Dedico o meu dom, o meu amor e tudo de que posso me orgulhar a vocês, que eu amo com toda a minha força... Pai e Mãe...

Alexandre Dumas

"Há favores tão grandes que só podem ser pagos com a ingratidão."

"Não poderá a velhice chegar tão depressa que não tenhamos de fazer meio caminho para ir ao seu encontro ? De resto, o que é que nos faz velhos ? Não é a idade, são as doenças."

"Suprimir a distância é aumentar a duração do tempo. A partir de agora, não viveremos mais; viveremos apenas mais depressa."

Cotidiano - Parte da outra parte

(Triiiim)
- Uhul! Bateu o sinal! Hora de ir pra casa... Tchau Carl... (...) ... Sara, cadê a Carla?
- Ela saiu correndo...
- Ué, por que será? Vou correr e ver se alcanço ela, agente ia sair...

Passo correndo da escada da escola para o corredor, avanço por outros corredores e vejo a Carla lá na frente: Ela empurra um, dribla dois, corre pela esquerda, quase é atropelada por um patinete quando chega na rua, corre pela rua, pula a poça de água, entra rapidinho na casa dela (vizinha da escola, em meio a um chuvisco tempestuoso, e e duvidar, completamente seca. Puxo meu celular e ligo:

- Alô... Carla, que pressa foi essa? Pensei que agente ia sair..!
- É que eu precisava passar em casa antes...
- Pra quê?
- Pra postar no meu Twitter que eu vou sair com você, que vamos na biblioteca...
- Eu não acredito que tudo isso, foi por causa desse maldito vicio que é a internet!
- Poxa, desculpa! Mas é necessário...
- Arrrrrg!

(Silêncio)

- Bem, já que tá aí, e não tem outra solução... Vê se eu tenho algum recado novo no Orkut...

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- O Brasil só possui estradas por causa "daquele presidente" intereceiro que nos vendeu para as multinacionais automobilisticas!
- Eu descordo! Sem os automóveis nós não seriamos nada... Ainda bem que "aquele presidente" fez isso...
- Ah! Que audácia! Olha como o Brasil tá entupido de pedágios, sem falar nos acidentes! Ferrovias seriam muito baratas! Olha como funciona bem na Europa...
- Só que tudo na Europa é menor, o Brasil é imenso...
- O que você acha, Lu?
- É...! Dá a sua opinião!
- Hmmm... Eu acho, que na minha opinião, penso que estou com fome...

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- Luciano... Existem coisas na vida que são, e apenas são, não devemos ficar buscando os motivos de tudo...
- Professor, como se sentiria se sua esposa se relacionasse com um amante e todos soubessem, menos você, como se sentiria?

(Silêncio)

- DO QUÊ VOCÊ SABE, HEIN MOLEQUE? FALA LOGO! FALA LOGO! MINHA VIDA JÁ ESTÁ ASSIM DADA PRA TODOS VOCÊS? O QUE ACONTECE NA MINHA VIDA CONJUGAL NÃO DIZ RESPEITO A VOCÊS! FEDELHO!

O silêncio toma o espaço físico durante alguns segundos e o ambiente é interrompido por uma mão que se levanta bem tímida e uma boca que diz:

- Eu ia dizer que me sinto igual ao descobrir que todos sabem o porque que o Céu é azul e eu não...

(Silêncio)

- Errr, errr... (...) ... (Risos envergonhados) ... Eu sabia, hehe, eu sabia... Estava brincando com vocês! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA - Hilário, né!?

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- Essas histórias que você escreve no seu blog parecem mentira, se eu não conhecesse as pessoas e as histórias, eu diria que é mentira!
- Ah, conviva comigo uma semana inteira e descubra, ué!
- Não... Valeu! É muito pra mim!

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- Olha... Isso é barulho de morcegos, Lú!
- É!? Será que eu consigo chamar a atenção deles...?
- Só se você fica girando um cabo bem rápido durante um tempo, acho que eles vêm, o que acha Lana!
- Sei lá...
- Péra! (Faz um movimento brusco, tira o cardaço do sapato rapidamente e segundos depois está no meio da rua, com o cardaço rodando no ar, como se fosse uma corda de laçar boi)
- Eles não vão vir assim...
- Concordo com o Lana, eles não vêm Lú!

Sete minutos depois...

- É, acho que eles não vêm... (...) ...E se eu tentar com uma sacola? :D

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Enquanto conversavam na rua caminhando...

- Você ainda acredita que existem duendes dentro dos semáforos, e que são eles quem trocam as cores?
- Eu?
- É!
- Pfff, claro que não! Já sou quase um adulto... Não acredito nisso...
- Que bom... É legal crescer!
- É, também acho...

Param de frente a um semáforo, está parado para os pedestres...

- Ah, que se dane...! Acredito nos pobres duentes dirigentes de semáforo sim! - Depois disso grita e saí correndo, abraça o poste do semáforo e continua - Desculpa duende, desculpa mesmo... Agora será que dá pra ficar verdinho pra mim passar, dá?

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Duetos

Liberdade e Libertinagem, tão intensa quanto uma, só a outra. Irmãs parecidas e diferentes nas semelhanças. Profundas e amigas, inimigas da Rotina, primas da Solidão, senhora da razão. Enamoradas do mesmo (assim como todas as palavras): O ser humano.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Matriz

Todos nós temos nossas matrizes sentimentais, ou seja, um ponto físico ou psicológico que gera uma demanda de sentimento ou sensação em quantidade grande. A matriz da libido, do ciúme, da inveja, do amor, da paixão, do frio, do calor, do medo, da ira. Mas descobrir estes pontos sensíveis é deveras perigoso, tanto para quem os prova, ou para quem é provocado. Se não se tem domínio do que se está fazendo, pode sim se queimar com chamas ardentes.
Respeitar os limites alheios e os próprios limites é preservar amizades ou simplesmente uma boa convivência. Do contrário, toda ação possui uma reação.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Stand by me, please.

domingo, 24 de maio de 2009

Domingo à tarde.

Por que o céu é azul?
Por que o coração bombeia o sangue?
Quantos fios de cabelos nós temos?
Por que dizemos "picar a mula"? O que ela fez para nós?
Por que o sol é feito de fogo?
Por que a "Terra" se chama "Terra" e não "Água"?
Por que nos apaixonamos?
Por que sorrimos?
Por que agente não flutua no espaço como os planetas?
O que são as estrelas?
Quem muda a cor do semáforo?
Por que o porquê das coisas?
Por qual motivo, razão ou circunstância você está lendo este texto?
Quem é Deus?
Quem pintou o sete? E por quê?
Por qual motivo nunca chegamos no horizonte?
Por que só sara depois do casamento?
Hein?!

Silenciar(se)


Tenho muito o que dizer, mas são poucas as pessoas que me fazem as perguntas certas. Mas eu aguardo.

Trecho de algum contexto maior que pode, ou não, existir. O fato é que:

O menino atravessou o portão de madeira que fazia divisa com a rua. Passou por ele e o fechou. Andou. Continuou a andar, sem rumo nem resumo. Sem parada. Ele sabe que o lar dele está ali, parado. Mas ele precisava ir. Há necessidade de descobrir as partes dele em si próprio, que estão além de sua alma.

sábado, 23 de maio de 2009

Encontro com um suposto destino, na boca de uma suposta vidente.

Estava apressado, passei por ali com passos apertados e velozes. Corria de mim e de meus pensamentos. Foi quando ela segurou minha mão com força e me olhou fundo nos olhos. Ela: estatura mediana, olhos castanhos bem claros, maquilagem pesada, vestido rodado rosa, cheia de anéis e pulseiras douradas e com unhas em vermelho sangue.

- Será que pode soltar a minha mão? Estou com pressa!
- A pressa é inimiga da perfeição...
- Não acredito em adivinhações!

Enquanto falava pressionava meu pulso contra a mão dela tentando escapar, mas não queria machuca-la. Ela já aparentava uma idade bem avançada, frágil. Não podia ser muito grosso, insistir em apenas falar:

- Por favor, me solta! Não acredito em você!
- Mas eu creio em você meu jovem!
- Não quero que leia minha sorte! Não acredito e não tenho dinheiro para paga-la!
- Então o problema é dinheiro? Não quero seu dinheiro, garoto sem fé! Ia cobrar, mas de tanto que disse que não crê em mim, farei você acreditar! De graça... Seu respeito vai ser o meu pagamento.
- Minha senhora, nem eu e nem você mesma acredita nisso, agora me solta se não serei grosseiro contigo!
- Por quê fica folheando aquele livro em busca das páginas marcadas nas pontas? Vai encontra-la lá?

Gelei! Senti medo. Como aquela estranha pessoa saberia o que se passava comigo em minha intimidade? Nem isso eu havia contado pro Fernando, como ela saberia? Mas não dei o braço a torcer:

- Para de dizer besteiras!
- É besteira, ? Acha besteira também quando abre aquele livro preto sobre sua estante e procura uma palavra para descrever o que sente?

Neste momento ela fechou os olhos e pressionou forte as unhas contra a minha mão. Parei de forçar, era inútil. Ela não pararia de falar, e eu curioso já estava querendo desvendar mais da possível vidente vedete. Ela continuou:

- Sabe, você está procurando alguém. E alguém está te procurando. Vejo uma sombra, não vejo rosto, mas sinto o perfume. Cheira à paixão e sensualidade.
- Se é vidente mesmo, me fale mais dela!
- Não me tente e nem me provoque, lhe digo o que vejo, não sou uma enciclopédia destas que você lê tentando achar sentido nas coisas que estão entre o céu e a terra, e que o homem não explica!

Um silêncio angustiante nos tornou e ela disse:

- Agora entendi o por quê de você vir até aqui hoje, e de eu ter lhe visto e ter decidido lhe provar meu respeito. Você falará de mim, escreverá sobre mim... Só por isso, então este será seu pagamento: Você que gosta de brincar de dominar as letras e de fazer tudo e todos viverem a sua maneira na verdade vive tudo e todos à maneira das letras. E vai usar delas pra falar de mim. Você tem um futuro promissor,mas tenho medo de você! Não mede situações pra ir além e seria capaz de tirar a vida de alguém por lealdade.
- Chega, já ouvi demais!

Fiz força e soltei da mão dela. Atordoado comecei a andar e ela continuou a falar:

-Você vai longe, no amor, na família, no dinheiro... Tem poder em suas mãos, mas também tem muita infelicidade. Sempre estará sobre decisão sua: Ser feliz ou fazer quem você ama feliz, e nunca vai escolher por si... É medroso! Vai ser muito feliz no dia que alguém fizer por você! É só isso que você quer... Mas é muito pra você! Muito... Mereça mais...

Eu, já distante, gritei - Cala a boca! - Mas ela:

- E escreva sobre mim, é o meu pagamento!

Andei atordoado, não entendi nada com nada. Briguei com um suposto destino na boca de uma suposta vidente que acertou algumas coisas. Fiquei amedrontado! Na via das dúvidas resolvi pagar à velha.

Nunca mais ando sozinho perto do MASP.

Augusto Vicente

"O reconhecimento do palco é fundamental para a medida honesta do espetáculo. Nossos papéis aparecem ao longo da vida, a qual se trata de um pano de fundo que se ilumina a partir da introspecção. Vivemos para dirigir a nossa mente com humor. Uma maneira de manter a casa sempre cheia, é usar uma rede para pescar o momento exato em que os pensamentos tensos insistem em aplaudir os dramas da alma."

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sonhos

Sou tão "cri-cri" que certas coisas não saem da minha cabeça até na hora de dormir.
Me encostei na cama e minutos mais tarde havia adormecido. Sonhei que o chuveiro havia parado de fazer aquele barulho chato que ele vem fazendo essa semana. Meu pai havia concertado e tudo estava ótimo.
Acordei, fiquei sentado na cama. Fui na cozinha e vi a hora, 4h. Pensei no chuveiro, fui lá em cima, abri a vávula e magicamente o chuveiro avia parado de fazer aquele barulhão. Será que meu pai concertou e eu não percebi e mentalizei a cena? Será?
Bem, mistérios a parte, voltei a dormir.
Quando amanheceu acordei. Fui banhar-me todo feliz, afinal estaria lá sem barulhos. Quando abri a válvula o terrivel barulho estava lá, quase enlouqueci. Mas tomei meu banho.
Na minha mente as provas estavam evidentes, eu não havia estado ali pela madrugada, pois o chão do banheiro estava seco quando cheguei lá, e se eu ouvesse visitado-o mais cedo, ele ainda estaria molhado, por quê as noites têm sido frias, impossivel secar tão rápido. Estava envolto de um mistério.
Percebi que sou tão "cri-cri" que certas coisas não saem da minha cabeça até na hora de dormir.

Vire e mexe essas coisas acontecem, aconteceu esse semana mesmo. Ao invés do barulho do chuveiro era a voz de alguém que me encomodava. Ao invés do meu pai arruma-lo, eu matava. E em vez de eu acordar encafufado, acordei chorando. Só que até agora não tive coragem de checar se essa pessoa está viva.

domingo, 17 de maio de 2009

Querêres

- O que você quer?
- Quero uma casa em Pinheiros, o lugar onde vi é incrivel para si morar, não parece bairro movimentado, lembra uma periferia. Quero me casar por volta dos 22 anos e ter filhos após os 25 anos. Quero morar só antes de tudo isso. Quero me formar em diplomacia, decidi. Quero ir para a África, mas especifico, ir para a Angola. Quero amar minha mulher, mesmo quando ela estiver gripada. Quero ter um gato e um cão que sejam amigos. Quero escrever um livro. Quero dar para os meus pais o conforto que eles merecem. Quero tirar minha carta de motorista ainda este ano e ter minha primeira Komb ainda ano que vem. Quero acordar vivo amanhã. Quero passar dias acampando à beira-mar. Quero ter amigos bons e leais/fiéis sempre. Quero ser amigo do Fernando e daYarla e do André e da Andréia e da karine e da Mirtes sempre. Quero ajudar as pessoas, ser parte delas. Quero fazer o bem. Quero ser feliz e ser triste. Quero ganhar e perder. Quero viver.
- Nossa!
- E, ah! Quero que eu não realize tudo o que eu quero antes morrer, pois se não morrerei antes da morte chegar. (...) Mas e você, o que quer?
- Lú, quero ajudar você a conseguir o teu querer.

Ela

Uma homenagem à mãe de minha mãe, rainha do sertão. Odete Silva, mãe de 17 filhos, esposa do senhor Manuel. A dona dos olhos verdes mais degustadores, fortes e expressivos que conheço. A minha miudeza, a minha realeza, a minha vózinha.



A vida é frágil. Nós envelheceremos, e para alguns o que pode ser uma dádiva é também um martírio. Mas é inevitável. Essa mulher, não diferente das outras, envelheceu. Ostenta com orgulho seus cabelos brancos, nunca tingidos. Boca fina, nariz longo, sorriso discreto e olhar atento. Olhar que expreme, esplode, comando e destrói só em se fixar. Dois buracos negros em tom de verde água que afoga a qualquer um. Se Capitu existiu, ela vive nos olhos desta mulher.

José Saramago

"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

Abrace(me)[?]

Abraços, como alguém disse, não é só a aproximação dos corpos, e sim o beijar e o cumprimentar de dois, ou mais, corações.
Ao mesmo tempo que transforma, um abraço pode também revelar intenções. Selar.
Hoje mergulhei sem passagem de volta nas lembranças dos abraços que já se aconchegaram em meus braços. Amigos, parentes, conhecidos, familiares. Revelei a mim cada rosto que se sobre-pôs por cima dos meus ombros, abriu os braços e como onda do mar estourou na minha praia, meu corpo.
Você que está ao alcance desta fortaleza que é o corpo de alguém querido, more neste passe, pois muitos vivem num impasse, e de pés tão incertos e volúveis que não conseguem mais se encontrar nos abraços dos queridos próximos: Culpado!

sábado, 16 de maio de 2009

Noites por dias

Pela manhã curso técnico.
Agora já é sábado, dia 16 de maio. Acordo às 5h30.
Eu preciso dormir 10h por dia/noite para me sentir bem.
Agora, neste momento que escrevo, é por volta das 2h37.
Algo nesta conta não fecha muito bem. Hmmmm...
Resultado: Sonolência durante todo o dia e mau/mal humor pela manhã.
Acredito que seja a hora de eu ir me deitar, ou não.

Sentir(se)

Nos proibimos, nos podamos. Nos contradizemos.
Quando simplesmente não fazemos aquilo que o coração manda, nossos corpos padecem e nossa mente se corrompe em desespero pelos caminhos escolhidos.
E entre preces e olhares furtivos, vemos a nós nos controlando outra vez.
É como segurar um gira-sol para que ele não olhe para o sol. É rastejar sobre os próprios escrúpulos sabendo que não estamos contentes com nossas decisões. Mas assim fazemos.
A sensação de não ter feito, a sensação do "se", ao mesmo tempo que mata, salva. Destrói por você se questionar como teria sido se fizesse diferente, salva pela certeza momentânea do que é.
Cada um desenha o mundo que quer para si, só não peça para alguém aceitar o seu desenho, isso acontece naturalmente.
Podar-se, anular-se e impedir-se é veneno. A cura, mesma que doa em alguns casos, é a solução. E a solução desta questão é simples de se escrever, difícil de seguir... Agir de acordo com o que sente.

Conformidade X Mudança

"Se conselho fosse bom não se dava de graça."
"É só dormir que a dor passa."
"Quem espera sempre alcança."
"Quem brinca com fogo acaba se queimando."
"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço."
"Pense duas vezes antes de agir."
"Devagar se vai ao longe."
"Quem semeia vento colhe tempestade."

Versus

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Segredar

Monteiro Lobato

"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"

Ainda tento assistir televisão, mas eles apelam para que eu não consiga! Será o Benedito!?

.








Cadê aquele livro mesmo?

Bibelódromo

Certo dia você acorda e, simplesmente, é um bibelô.

Você fica ali, estaguinado sobre um estante qualquer, juntando uma poeira qualquer, enquanto as horas vão se passando, num dia qualquer. As pessoas passam e não reparam em você, e as que lhe vêem perguntam aonde você foi comprado, e você lá, imóvel, sem proferir se quer uma única palavra de emancipação, raiva ou até mesmo de alegria ou conforto.
Sem poder pronunciar os dias vão se passando, e você lá, sem se mexer, só ouvindo comentários de outros e vendo as mais diferentes formas percorrerem o espaço de um lado para o outro da sala.
Uma hora alguém te limpa tirando a espessa camada de pó que se formara vagarosamente sobre seu material de porcelana paraguaia. Numa outrora lhe trocam de lugar, só para que não canse a vista de quem esta lhe vendo todos os dias.
Você não fala, suas opiniões são suprimidas todos os dias por um silêncio voraz e devorador.
Dias e dias depois de tanta solidão e de seu cérebro ter se consumido em pensamentos úteis sobre o dia a dia do local aonde vivera, você simplesmente percebe que não possuí utilidade alguma, nem o seu próprio silêncio lhe era útil. E logo você, que tinha o poder de se comunicar, de escrever e de gritar ao mundo mais de vinte mil palavras, desde as com sentido mais esnobe até aquelas que iriam erguer um amigo. Você se deixou calar por se tornar um bibelô silenciosamente silencioso.
Cadê o seu poder de escrita? Cadê o seu poder de questionar a sociedade? Quando você parou de cantar aquelas músicas? Onde estão os seus amigos agora?
Todos que você conhece se renderem a mais uma loja de enfeites que tenta lhe transformar todos os dias em bibelôs?
Não sei quantas vezes você se permitiu ser livre desde que teu espírito foi concebido, mas acredite nada que lhe deixa mau, que lhe transtorne, que lhe incomode ou te condene é para sempre, tal como as coisas boas também não são eternas, mas a forma como você reage às ruins ou as boas fica gravado de uma forma que nem os ventos e as ondas do mar podem apagar, se você vai agir, falar, domar e cantar ou se vai desistir, chorar ou resmungar, todos se lembraram disto. O que te define como ser pensante vivente e amante não é o fato de respirar, pensar ou ter um corpo, e sim os motivos, meios para qual você move teu corpo e pensa.
Bibelôs são lindos, são encantadores, tal como tudo que não incomoda, pois o que incomoda são aquele que conhece seus direitos, seus deveres e faz uso do seu poder de comunicação para ganhar o mundo, estes são tratados como feios e repulsivos por que incomodam, mas todos que vivem nesta situação podem ter certeza de muitos poréns que nem mesmo o bibelô mais inteligente não teria, este, que incomoda, será livre.

Certa vez, limpando mais uma vez você, para retirar novamente a espessa camada de pó, mas não tomando cuidados, deixara você lentamente cair no chão, e se partir em diversos pedaços. Acabou seu tempo, e todo aquele silêncio valeu mesmo realmente?

Na próxima vez que se questionar se está intacto ou não, lá estarei eu perto da prateleira, olhando cada milímetro de mais um bibelô que esqueceram na estante, só pra ver se ele ainda se mexe.

Mobilizar(se) faz bem!



terça-feira, 12 de maio de 2009

Persona(gen)s

Quarenta pessoas em média sentadas, em horário de rush. Um número idêntico ou maior fica em pé cercando os que sentam. Após às 21h o tráfego de pessoas diminui, e o transporte urbano através do ônibus tem uma queda em seu movimento. Porém, a simbiose é a mesma.
Quando o ônibuis pára um suspense sob nos olhos de quem vai adentrar por ele, é fato, olha-se primeiro os olhos de cada individuo que ali está, e tentamos medi-los pelo que suas aparências denotam, para saber onde ficaremos mais a vontade com nossas necessidades.
Ônibus a dentro vamos vendo rostos nus com nomes ocultos, ou não. Vemos pessoas, acentos, mochilas, bolsas, humores.
Ali, estático, os problemas e pensamentos e escolhas e caminhos que nos são dados são julgados por nós, é inevitável. É como um imenso imã para pensamentos. O mais engraçado é que você percebe isso nos olhares, vagos ou risonhos, tristes ou acalantosos. Está ali, estampado num rugido de emoções transparecestes em rugas de expressão.
Na hora de sair de lá, não nos preocupamos com quem fica, nossa história está intacta, ás vezes de tanto pensar pioramos nossos problemas, ou os melhoramos. Mas mesmo assim saímos inteiros, ilesos a dança da espera. Perto da porta, deslizando pelos degraus, ninguém pensa sobre os problemas do mundo, sobre os vírus, sobre a sociedade, sobre a inclusão. Só se pensa no poder... Exato, poder. Quando se desce do ônibus não sabemos onde iremos chegar, sabemos o local, mas não a atual atmosfera, então num mecanismo de defesa nos fazemos intocáveis estátuas vivas, e em rasantes segundos, voltamos a caminhar, mas o ambiente de pensar em si e em tudo o que lhe rodeia segue. Sempre tão alheios a morte, que nos segue todos os dias como única certeza, sempre tão alheios aos sonhos de quem está andando ali mesmo, do outro lado da rua... Alheios a qualquer tipo de força que exerça mais do que precisamos naquele momento.
Escorregamos pelas calçadas, deslizando como sombras sem nomes. Fomos e deixamos nossas histórias irem caladas de um ponto a outro da cidade. Como morcegos que voam de uma árvore para a outra, em busca de uma solicita solitude. Em busca de respostas. Tecendo em cada máquina os sonhos próprios, as vontades, a sede interna de cada um. Aumentando o vão que nos separam dos outros, por instantes. E nos aproximando de nós.

Clarice Linspector

"O que eu sinto, eu não ajo. O que ajo, não penso. O que penso, não sinto. Do que sei, sou ignorante. Do que sinto, não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse".

Meus desejos: Maiores do que eu.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cotidiano

- Lú, você operou os dois dedos?
- Não, não! Na verdade operei apenas um. Como vou andar de chinelo por causa do curativo eu coloquei um outro curativo no dedo do outro pé, pra combinar, sabe?

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- Menino! Suas notas caíram! Porra! Você só tirava 10 e agora vem com um 5? O que está acontencendo com você? É culpa dessa internet! Esse computador passa horas ligado! Vai estudar, cacete!
- (Sorriso) Pai, aluno do ensino médio só recebe nota por caderno, eles não estão nem aí se você sabe desenvolver o racíocinio e sabe fazer aquilo que lhe estão lhe propondo, pra eles custa avaliar isso, é mais fácil ver o caderno.
- Então copia! Droga...

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- Lú, telefone pra você!
- Quem é mãe?
- É pra você, não é pra mim!
...
- Alô?
- Olá! Bom dia! Aqui é a Gisele do Cartão Mastercard.... (15 minutos depois) ...Você se interessaria em estar o adquirindo?
- Como é o nome da pessoa para quem você ligou?
- Luciano Francisco Fernandes de Souza...
- Ah, péra! É meu pai!

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- Minha turma foi dispensada mais cedo, meu professor faltou. Qual sua aula?
- Ah, não sei.
(Silêncio)
- De que 3° você é?
- A mesma que o seu...

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- Tio! Tio! Olha... Faz espuma se cai aqui, ó!
- Ah eu sei, e a reação ácido-base. É uma efervescência, produção de calor e liberação de gás. Dando origem ao dióxido de carbono. Nada demais, vai ver isso na escola um dia também...
- Buáaaa! Buáaaa! (sai gritando e correndo pelo corredor balançando os bracinhos para cima).
- Poxa Lú, como você é cruel, ele só queria mostrar o que ele viu na Tv!
- Sabia que há casos de crianças que vem o super-homem e outros heróis voando na tv, e se lançam de uma determinada altura, se ferindo? Tv não faz tão bem! E outra, ele realmente vai ver isso na escola...
- Buáaaa! Buáaaa! (sai gritando e correndo pelo corredor balançando os bracinhos para cima).

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- Solta a pipa, Luciano!
- Mas se eu soltar ela vai voar...
- Arrrg! Mas é essa a brincadeira, ver ela voar...
- Mas ela tem medo de altura!
- Não, ela não tem medo de altura... Solta a pipa!
- Ela tem medo!
- Pipa não fala, não tem como sabe se ela tem medo! Por acaso ela falou com você?
- Não...
- Então solte-a!
- Mas por via das dúvidas deixe a pobre coitada aqui... Vai que ela tá com vergonha?

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Triiiiiiiiiiiiiiiiiim
- Alguém atende o telefone? Eu tô com a panela no fogo!
....
- Será que alguém tá me escutando?
....
Triiiiiiiiiiiiiiiiiiim
- Droga!
(Corre)
- Alô...
- Olá! Bom tarde!
- Boa tarde... Quem é?
- Aqui é a Carla do Cartão Mastercard....

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Açoites políticos

Aliteração: Souza, Silva, Santos.
Marcação cerrada, Vaz.
Hipérbole, Matarazzo.
Luta, Palmares.
Terra: Souza, Silva, Santos...?

sábado, 9 de maio de 2009

Tempo livre em casa

E mais uma vez o povo brasileiro terá uma atração nóvinha em folha e de super qualidade, a ideia é novíssima! A nova atração trata, nada mais, nada menos, de 14 pessoas, que se situam num meio social dito "celebridades", confinadas numa casa. Mas não, não é uma casa normal, é uma fazenda! Aha! Peguei você!
Verdadeiramente me surpreendi quando li o anúncio deste reality show na Internet, eu realmente esperava mais da TV brasileira.
Tá certo que já havia perdido parte da minha esperança quando o Fantástico não exibiu uma matéria incrivél sobre os jovens que prometem neste ano para passar uma matéria, de 30 minutos, de como acabar com gordurinha localizada em baixo do braço. Mesmo assim fiquei esperançoso.
Aí se eu troco de canal no inutíto de pesquisar algo, me decepciono cada vez mais, num determinado canal pessoas brigam dentro de uma banheira, semi-nuas, para ver quem consegue caçar mais morangos em meio a caldas de chocolate e chantilly, e é claro, com uma apresentadora que não sabe apresentar gritando do lado de fora da banheira. Se eu troco novamente me deparo com um cantor falido tentando apresentar um programa dito de luxo.
Aliás, hoje em dia é assim, apareceu na TV, se não for pra fazer "Malhação" é para apresentar algum programa de auditório.
Se você tenta passar pelo Sbt, você só encontrará Cristina Rocha entrando em mais um "Caso de família", onde todo mundo grita, xinga e fala o que quer, sem resolver absolutamente nada e colocar em xeque a capacidade de cada um resolver seus problemas pessoais, além de expor a humilhação publica, claro.
Quer saber? ... Eu tenho um livro em alguma parte do meu quarto... Sei que tenho!

Carlos Drummond de Andrade

"Cada geração de computadores desmoraliza as antecedentes e seus criadores."

"O homem vangloria-se de ter imitado o vôo das aves com uma complicação técnica que elas dispensam."

"O progresso dá-nos tanta coisa que não nos sobra nada nem para pedir, nem para desejar, nem para jogar fora."

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Promessa

Minha boca vermelha,
Aguçada pelo prazer,
Desenvolve outros ritmos
Que me culpam pelo querer,
E me arrasta pela sua pele
deixando nela meu gosto.
Levando dela
o seu sabor.
Não é simples o que estou sentindo,
mas é como se um oceano de sensações
viesse me cobrir, afogar... Me naufragar.
E tenho voado e lutado e remado
contra a sua corrente...
Mas me levo concientemente,
naturalmente,
aos teus arredores...
E tenho deslizado manso
pelos seus sons,
tons,
gestos e caricias.
Pela sua pele que roça,
desenrosca e me embaraça
numa fadiga e eloquência
de uma bendita malemolência
que acaba
com a minha maldita sobrevivência.
Ahhhhhh!
Estou entregue ao vai e vem dos teus quadris,
aos olhares cerrados
e aos suspiros salientes
que emolduram a minha aquarela e me lança
direto até ela... Elo de prazer.
Ahhhhhh!
Estou entregue ao vai e vem dos teus quadris
aos olhares serrados
e aos suspiros salientes,
Pois tudo que não é nós, simplesmente não é.
Entrego o meu viver, desobeço o meu querer!
Sou seu singelo escravo do prazer,
Minha sacerdotisa,
menina do meu bem-me-quer!
Sou seu singelo escravo do viver,
Minha rainha e guerreira...
Minha mulher.

Na penteadeira

Mais um dia. Mais uma vez eu aqui. São tantos anos que eu faço isso, já nem sei quem realmente sou, se sou ele ou se sou eu. O que estou dizendo? Nem mesmo sei quem sou! Logo, não posso dizer quem não sou.
A maquiagem branca, o pó. Minha pele fica pálida. E embaixo dessa camada esbranquiçada minhas linhas, meus traços, minha cor, meus sinais. Tudo se esconde debaixo da maquiagem. Se eu tivesse histórias para contar elas estariam debaixo da maquiagem, mas essas não possuo, elas foram embora, com quem um dia amei.
Tinta vermelha força meu sorriso, sorriso eterno que não me pertence. Tenho vontade de chorar, eu preciso e quero chorar. Minha vontade era me deitar sobre esta penteadeira e somente aguar minhas tristezas, mas já não posso. Nunca pude.
A peruca esconde a calvície. Meus cabelos cairam, nada sobraram. Cabelos negros ou loiros? Castanho? Já não sei a cor dos meus cabelos.
Tantas vezes este espelho já testemunhou meus sumiços e aparecimentos. Quantas vezes este espelho já não me acusou e me martirizou por já não me reconhecer mais.
Meu sorriso tornou-se vazio com os anos de solidão, e nem mesmo a roupa colorida que uso me alegra. São tantas cores e eu só consigo ser cinza.
Consigo causar o sorriso em pessoas que nunca vi anteriormente e que nem as verei novamente. E se me verem na rua, não saberão quem sou, então por quê ainda as faço sorrir? Eu parei de sorrir. Não vejo quem eu amo, não tenho quem eu amo. Não tenho quem amar. E minha profissão foi apenas morrer e me afogar. Afinal o show não pode parar.
O nariz vermelho esta na minha face. Estou vestido. Estou nu. Estou morto.

Os fins justificam os meios?